por LOUISE HAY
Se a questão é sermos viciados, porque não nos
viciarmos no AMOR por nós próprios?
Uma forma de encobrirmos os nossos medos são os vícios. Os vícios suprimem as emoções, deixamos de senti-las.
No
entanto, há toda a espécie de vícios, além das drogas. Existe aquilo a
que eu chamo os vícios padrão: padrões a que recorremos para evitar
viver a nossa vida no presente.
Se
não quisermos lidar com a situação que se apresenta a nós, se não
quisermos estar onde estamos, arranjamos um padrão que nos isola dessa
realidade. Para alguns é o vício da gula, para outros são as drogas.
Podemos cultivar o vício de fazer afirmações positivas ou de fazer coisas que contribuam para o nosso bem!
Pode
ser que a pré-disposição para o alcoolismo seja genética, mas a opção
de alimentar essa doença é sempre uma escolha individual. Frequentemente
fala-se de problemas hereditários. Na verdade o que se passa é que a
criança aceita o modo dos pais de enfrentarem o medo.
Outros
sofrem de vícios emocionais. Uma pessoa pode ser viciada em encontrar
defeitos nos outros. Aconteça o que acontecer, há de haver sempre alguém
sobre quem jogar a culpa. "A culpa é deles, fizeram-me isto."
Pode
haver quem tenha o vício de acumular contas. Há pessoas viciadas em
dívidas: fazem tudo o que for preciso para estar endividados até os
cabelos. E isto, normalmente, não tem nada a ver com o fato de se ter
muito ou pouco dinheiro.
Também
podemos ser viciados na rejeição. Onde quer que se vá, atraímos as
pessoas que nos rejeitam. Temos um jeitinho especial para encontrá-las.
Todavia, a rejeição vinda do exterior é um reflexo da nossa própria
rejeição. Se não nos rejeitarmos, ninguém o fará, e se alguém o fizer,
também pouco importa. Faça a si próprio a pergunta: "O que é que eu não
aceito em mim?"
Há
muitas pessoas viciadas na doença. Estão sempre com qualquer coisa ou
então estão muito preocupadas com a próxima. Parecem membros do "Clube
da Doença do Mês."
Se
a questão é sermos viciados, porque não nos viciarmos no amor por nós
próprios? Podemos cultivar o vício de fazer afirmações positivas ou de
fazer coisas que contribuam para o nosso bem!
Louise Hay
Autor: Louise Hay / http://www.louisehay.com/


