sábado, 4 de junho de 2016

EGO VERSUS ESSÊNCIA

 Em essência, somos perfeitos e temos todos os potenciais em nosso íntimo.  Assim, potenciais como força, poder de ação, adaptação, inteligência, percepção, comunicação, entre outros fazem parte de nossa natureza.

Esta tudo dentro da nossa natureza, já nascemos com tudo isso. Muitas vezes todos estes potenciais são abafados , reprimidos e podados na infância.

Nossa missão ou processo de evolução implica ser o que a natureza é, e essa é a lei dentro de cada um de nós. Por isso que tudo o que fazemos, seja em pensamentos e palavras, seja em ações, emite vibrações que emanamos e que voltam para nós.

SEMPRE o que sentimos serve para nos mostrar o que estamos pensando ou fazendo - claro, segundo nossas crenças, as crenças que um dia aprendemos e que precisamos questionar no processo de autoconhecimento. Por isso é tão importante prestar atenção ao que sentimos, pois esse sentir é a natureza falando conosco.

Ao invés de focar sua mente tagarela ou seus pensamentos catastróficos e amedrontadores, se predispor a colocar o foco em sua respiração.  A respiração é uma das técnicas mais fáceis. Não há nada mais interessante do que respirar bem profundamente e soltar totalmente o ar, imaginando que esse é um processo de limpeza, de troca de energias necessárias à vida.
Percebe que esta sabedoria faz parte da natureza e preste atenção ao seu processo de respirar.

Todos nos temos uma natureza essencial, um jeito de ser, sentir e pensar que é unico, diferente de qualquer outro ser humano.  Pode até encontrar alguém parecido, mas não é igual.  Não tem o mesmo ritmo, o mesmo jeito de sentir, de ver as coisas e de agir. Assim, comparar-se é uma grande bobagem, uma vez que cada um é único. Imagine todas as vivências e experiências que acumulamos, nossas reações em cada uma delas. 

 Existe essa natureza essencial que todos temos. E existe o ego. O ego é como se fosse uma capa que vestimos, uma máscara e de certa forma encobre a natureza verdadeira, a menos que se tenha consciência deste fato. Todos temos ego - não é uma questão de escolha.  Somos seres duais em nossa experiência aqui no planeta.Quem esta aqui é dual, logo tem uma essência e um ego.

Já que temos um ego, que trazemos quando nascemos, que é de certa forma as crenças que introjetamos em outros momentos de nossa existência e que são somadas às que absorvemos em nossa formação. Isso pode ser facilmente percebido na maioria dos lares, nos quais os pais transmitem aos filhos seus conceitos e valores sobre a vida e cada um dos filhos absorve mais um detalhe ou outro dessa mesma educação.  Isso se traduz em individualidade.

O jeito de ser e o propósito de cada um levam-no a absorver mais um aspecto ou outro dessa mesma formação familiar, bem como valores sociais e de religião.

Nossa responsabilidade em nosso processo evolutivo é compreender quem somos e usar os potenciais de nossa natureza em prol dessa expressão verdadeira.

Compreender quem somos muito mais do que pensamos é um bom começo para sairmos da sensação de inferioridade, separação ou vitimismo que eventualmente sentimos.

Normalmente nosso ego age por orgulho, vaidade, criticismo, competividade e contém os mecanismos defensivos, como as cobranças perfeccionistas e a maioria de decretos de sobrevivência que fazemos em nossos primeiros anos de vida.  O ego é defensivo porque não se sente seguro.

Por outro lado, a natureza ou essência é o que é e por si só é segura, tranquila, porque sabe ser única.  A essência como uma centelha do criador é integra, espontânea, naturalmente criativa por conta de sua unicidade.  A linguagem da essência é amorosa, preserva a vida naturalmente sem conflitos. 

A natureza tem uma linguagem lógica com suas leis especificas. Não precisamos dizer ao estômago o que ele deve fazer na hora que fazemos as refeições.  Nosso organismo é poderoso e nossos sentidos estão o tempo todo nos informando como nossa natureza é, sente e o que ela quer que façamos.

O problema é justamente a interpretação que fazemos de tudo isso.

Sabemos lidar facilmente com plano denso e material mas não sabemos lidar com os níveis sutis ou emocionais.  Sabemos quando estamos com fome, dor, coceira,sono. Se queremos ou não atender a essas solicitações de nossa natureza até podemos questionar. Porém, o fato é que a natureza sempre ganha.  Por mais que não queira comer, chega uma hora em que você não aguenta e precisa comer.

Podemos aguentar a dor, mas chega um momento que teremos que dar atenção a ela, pois do contrário ela crescerá e aumentará justamente para chamar nossa atenção.

No nível emocional as leis e processos são os mesmos.  A natureza nos informa que estamos contra ela por meio de sensações como insatisfação, desânimo e tristeza, por exemplo.  O fato é que aprendemos a desconsiderar essas sensações e a interpretar que elas estão lá para nos informar de fatores externos.  Porém essas sensações estão aparecendo para que tomemos consciência do que estamos fazendo para nós mesmos.  A natureza fala conosco.  O que esta na cabeça passa para o corpo.

Sair do ego, entrar em contato com a natureza, é sentir. Não há outro jeito.  Não dá para sentir se continuar focando sua mente tagarela, que fica questionando seu sentir: se esta certo, se é adequado ou não.  Você sente o que sente e pronto.
 


A linguagem da natureza é o bem. Tudo que é bom, confortável, genuíno, espontâneo e gostoso faz parte da natureza.  O que não faz bem não representa a natureza e sim o ego. Os conteúdos introjetados por conta da educação , contextos familiares e sociais são comportamentos aprendidos e que não fazem parte do pacote essencial.

Raciocine, pondere, reflita justamente para entrar em contato com o que sente de verdade ai dentro. E, se você não sabe, tenha certeza: dá para aprender, porque a natureza esta aí, não é algo lá fora que você deva se sacrificar para encontrar. Ela ja está ai; apenas entre em contato com ela, dê-se tempo para reaprender a percebê-la e então poder expressá-la.

A natureza sempre ganha!
                                                                                 ( texto livre  - baseado livro Lourdes Possato  Como P romover Harmonia Pensar, Sentir e Agir)












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