O único silêncio que conhecemos é o silêncio quando cessa o barulho, o silêncio quando o pensamento cessa, mas isso não é silêncio.
O silêncio é algo inteiramente diferente, como a beleza, como o amor.
E o silêncio não é o produto de uma mente tranquila, nem é o produto das células cerebrais. O silêncio do fim do barulho é um pequeno começo. É como atravessar um pequeno buraco para um oceano enorme, vasto e extenso, para um estado eterno e imensurável.
Mas isso não se pode entender verbalmente, a menos que se tenha entendido toda estrutura da consciência e o significado do prazer, da dor, do desespero, e as próprias células cerebrais tenham ficado quietas.
Então talvez, você possa se defrontar com esse mistério que ninguém pode lhe revelar e nada pode destruir.
J. Krishnamurt

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