quinta-feira, 2 de março de 2017

INSPIRAÇÃO TRANSPESSOAL


A Psicologia Transpessoal traz a idéia de auto-transcendência. Além da consciência e do inconsciente pessoal, a psique possui outros aspectos que transcendem a individualidade, dai o nome transpessoal.

Estes aspectos podem ser vivenciados através de estados incomuns de consciência e traz um potencial terapêutico enorme.

A Psicologia Reichiana e principalmente a Psicologia Junguiana já haviam construído conteúdos solidos que viriam influenciar as teorias transpessoais.  O conceito de inconsciente coletivo, por exemplo, viria ser largamente utilizado por autores transpessoais.

Quando a inspiração transpessoal começa a se fazer sentir a personalidade as vezes encontra maneira de neutralizá-la.  A personalidade tem suas próprias mecanicas de funcionamento. Muitas vezes irromper a energia transpessoal causa uma expansão e uma transformação que são sentidas como benéficas e prazerosas. Em outros as novas energias podem ser sentida como uma ameaça desconfortável, pois sem dúvida ameaçam a existência da identidade construída durante longos anos.

As inspirações transpessoais no entanto têm a necessidade de que a personalidade como um todo se rearranje para ajustar-se aos objetivos do Self, da Essência.   Assim, muitas vezes, os velhos hábitos são abandonados, os bloqueios psicológicos corajosamente encarados, novas e maiores responsabilidades são assumidas e um novo ritmo totalmente fora costume é adotado, uma série de grandes mudanças começam a surgir.

Mudanças provocas pela inspiração supraconsciente, mais cedo ou mais tarde se manifestam e a crisálida vira borboleta, mas a crisálida de alguma forma vai lutar contra o processo da mudança.  Mais cedo ou mais tarde, perguntas como quem sou eu? De onde vim, porque vim e para que vim vão surgir...Mais cedo ou mais tarde questionamentos mais profundos vão emergir à consciência pois a simples busca da sobrevivência material deixa de ser distração.

Crescer é compreender aquilo que não fomos capazes de conceber, sentir o que nunca sentimos, fazer o que nunca fizemos antes. É ousar o que nunca ousamos. 

Pode não ser, necessariamente prazeroso pois nos obriga a abandonar a zona de conforto, o conhecido e progredir em direção ao desconhecido e encarar a formidável presença da nossa Essência Verdadeira.

Namastê






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