A intuição, argumenta Gerd Gigerenzer, diretor da “Max Planck
Institute for Human Development”, é menos sobre “saber” a resposta
correta e mais sobre entender de maneira intuitiva qual informação não é importante e então descartá-la.
Gigerenzer, autor do livro Gut Feelings: The Intelligence of the Unconscious, diz que ele é tanto intuitivo quando racional.
“Em meu trabalho científico, tenho palpites. Eu nem sempre consigo
explicar por que acho que aquele caminho é o correto, mas eu preciso ser
confiante e seguir em frente. Eu também tenho a habilidade de checar
esses palpites e entender o que eles significam.”
“Esta
é a parte científica. Agora, na minha vida particular, eu conto com o
instinto. Por exemplo, quando conheci minha esposa, eu não fiz cálculos. Nem ela.”
Estou te contando isso porque recentemente um de meus leitores, Joy Boleda, fez uma pergunta que me fez parar para pensar:
E a intuição? Ela nunca foi classificada como uma forma de inteligência, mas você acha que alguém que tem excelente intuição sobre as coisas é mais inteligente?
Meu
“instinto” é dizer sim, principalmente quando estamos falando de
pessoas que já são intelectualmente curiosas, exigentes em sua busca por
conhecimento e dispostas a desafiar suas próprias hipóteses. Deixe-me simplificar um pouco.
Se o máximo que faz é sentar e confiar em sua intuição, você não está exercitando muito sua inteligência.
Mas se você mergulha em um assunto e estuda diversas possibilidades, você está exercitando a inteligência quando seu instinto lhe diz o que é – e não é – importante.
Em alguns aspectos, a intuição pode ser considerada como uma compreensão clara da inteligência coletiva.
Por exemplo, a maioria dos sites de hoje são organizados de maneira
intuitiva, o que significa que, para a maioria das pessoas, eles são
fáceis de entender e navegar.
Esta abordagem evoluiu após muitos anos de caos online, quando surgiu um
senso comum sobre qual informação era supérflua e quando era essencial
(ou seja, o que é sobre nós = essencial).
Theo Humphries argumenta que o design intuitivo pode ser descrito como “compreensível sem o uso de instruções”.
Isso
é verdadeiro quando um objeto faz sentido para a maioria das pessoas,
pois eles compartilham um senso comum de como as coisas funcionam.
Você
poderia dizer que eu acredito no poder da intuição disciplinada. Faça o
seu trabalho exploratório, use seu cérebro, compartilhe argumentos
lógicos e eu irei confiar e respeitar seus poderes intuitivos.
Mas se você simplesmente sentar em sua rede e pedir para eu confiar em sua intuição, eu rapidamente vou embora sem falar tchau.
Eu falo por experiência própria: quanto mais eu pesquiso, melhor funciona minha intuição.
Embora isto possa ser uma interpretação de seus pensamentos sobre o assunto, Albert Einstein foi amplamente citado como quem disse: “a mente intuitiva é um dom sagrado e a mente racional é um servo fiel.”
“Nós criamos uma sociedade que honra o servo e esqueceu o dom.”
Às
vezes um mandato corporativo, ou um trabalho em equipe, ou seu desejo
de produzir determinado resultado pode fazer com que sua mente racional
vá na direção errada. Nessas situações, é a intuição que detém o poder
de salvá-lo.
Aquele “mau pressentimento” te
remoendo é sua intuição lhe dizendo que não importa o quanto você deseja
se convencer a seguir determinado caminho, aquele é o caminho errado.
Pessoas
inteligentes reconhecem estes sentimentos. E as pessoas mais
inteligentes entre nós – aqueles que conseguem grandes avanços
intelectuais – não conseguem fazê-los sem aproveitar o poder da
intuição.
Este artigo é uma tradução do Awebic do texto originalmente publicado em Forbes escrito por Bruce Kasanoff.
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