quinta-feira, 4 de outubro de 2018

O SENTIDO DA VIDA

Sentido da vida e vida plena

Então, o que é o sentido da vida?
Bert: O sentido da vida é a vida em si, nada além disso. A vida, tomada como ela é, tem sentido. 
Por isso, o sentido da vida depende, amplamente, daquilo que cada um faz com aquilo que lhe foi predeterminado.
E o que é uma vida plena?
Bert: Uma vida plena, quero denominar assim, é aquela na qual me sinto em harmonia com a realidade tal como ela é.
Portanto, quando me sinto em harmonia com meus pais, assim como são; com os meus ancestrais, assim como são; com a cultura na qual vivo, assim como ela é com o meu destino, assim como ele e; também com os meus obstáculos, assim como são e com as possibilidades que tenho.
Ao escutar isso, poderia se pensar que não podemos ou não devemos nos desenvolver de modo algum para além de nossa situação?
A situação tem, em si, a semente para o desenvolvimento, Se vejo isso e me deixo levar pelo movimento que surge, então a minha situação é sempre capaz de se desenvolver.
Mas algumas vezes se diz: existe um demónio interior, uma diretriz, uma predestinação para cada individuo. Como é que posso encontrar a minha predestinação interior?
Bert: Cada um vivencia uma tarefa especial, uma capacidade especial. Pode-se dizer que cada um canta sua própria canção. 
Quando consegue cantá-la, sente-se bem e realizado. Isso não é fåcil de encontrar, mas existem certos pontos de referência.
Quando me proponho a fazer algo – algo que quero alcançar de qualquer jeito e percebo um obstáculo, se permaneço parado e me reoriento até que saiba em que direção posso me desenvolver, para algo que seja adequado para mim, então serei conduzido pelas circunstâncias em uma direção que me é adequada.
Perguntando novamente: como se chega a uma decisão certa?
O que é certo se ajusta. Sabedoria, por exemplo, não é nada mais do que a capacidade de diferenciar o que é possivel ou não, o que para mim é adequado ou não.
Algumas vezes também para os outros, o que é ou não é adequado. Ela se orienta pelo todo. Portanto, nos expomos a uma situação e de repente sentimos: onde está a força, o que é adequado, e o que enfraquece e é inadequado.
Mas de vez em quando aparecem desejos e receios. Os receios nos enfraquecem embora pudessem ser algo adequado, e os desejos nos conduzem numa direção que não é adequada.
Bert: Esses tipos de receios e desejos não se originam da alma. Quem está em harmonia não tem medo. Quem está em harmonia tampouco tem desejos. Está em harmonia e, com isso, feliz, seja lá o que for. 
Por isso, consegue se expor também a uma situação dificil; e quando for uma situação feliz, para ele não è nada diferente de uma situação comum, porque está em harmonia.
Bert Hellinger AFNPPC p. 67

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