quarta-feira, 25 de maio de 2016

TRANSFORMAÇÃO E CRISE



A borboleta para virar borboleta passa por uma crise e atrito no casulo.

A crise é um convite do universo para questionarmos a vida. Ja tivemos nossa primeira grande crise, ao nascermos. Estavamos imersos num oceano quentinho, de acolhimento, seguro e de repente tivemos que sair. Nós já nascemos num atrito, e a primeira grande crise e a cada crise que passamos, renascemos.

Observar as crises pelas quais passamos e percebemos suas etapas, o antes, o durante, o depois é uma boa maneira de lidar com ela.  De todas as formas, a crise sempre antecederá um estado de melhora na vida.

Diante da crise há possibilidades, uma que direciona para o perigo e a outra para a oportunidade.
A palavra crise, vem do grego chrises, que quer dizer decisão.  Assim, é um momento de decisões.

Na maioria das vezes nos desesperamos diante de uma crise. Muitas vezes o ego inflado, o orgulho a rigidez de pensamentos nos submete ao desespero.  Nos sentimos humilhados, envergonhados e facilmente entramos na roda das vaidades,e andamos em círculo.   Muitas vezes nestes momentos trilhamos lugares dentro de nós que não gostaríamos e ver coisas que nós não admitimos para nós mesmos.

Somos livres para escolher a condição trágico-dramático ou a transformação. O drama ou a emergência da essência.  Nestes momentos e muito importante nos acolhermos e aceitarmos todas as partes do nosso Ser, sem julgamentos, culpas ou acusações.  É mais fácil frustrar-se do que ser humilde e transformar-se.

Não se alimentar de sentimento de dó e pena, entrando em estado de vitimismo, impotência e estagnação.  Esta dinâmica sufoca a Essência Divina não permitindo que a mesma se expresse.

Exercícios de respiração invertem o fluxo. Pequenas orações e decretos  invocam o Ser Essencial que temos dentro de nós. O Espírito Santo vivo em nós.

A nossa maior ilusão pode acabar com a menor verdade, porque ela é da Essência, O Espírito.

Quando a Essência emerge acontece um processo de desorganização interna, o que eu era eu não sou mais.  Acontece um processo de busca do que eu era antes das crenças limitantes se instalarem no subconsciente e que eu tenho saudades, que eu deixei de ser.  Compreendemos as transformações necessárias que devem ser feitas para sermos íntegros e honestos com nós mesmos. 

A semente morre para que a árvore possa nascer.  Desorganizar mandatos e crenças liberta o Ser.

O Ser é Divino, Total e Presente. É a Essência, o equilíbrio da árvore da vida, porque o Ser é o Caminho, a Verdade e a Vida Eterna.



              Este texto é adaptação livre de Lais Cesar - Passagem para a Essência.




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