quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

A TERAPIA SISTÊMICA

O trabalho da terapia sistêmica olha para a nossa família.


Todos temos família, ancestralidade, trazemos uma historia no nosso DNA.

Nós somos 50% papai e 50% mamãe, e nada poderá mudar isto, gostemos ou não.

Cada 50% por cento em nós traz um grupo de experiências passadas, aproxidamente 4 mil....então imaginem o quanto de sabedoria, erros e acertos trazemos na nossa historia pessoal hoje.  
Nós fazemos parte de um grande conjunto de histórias de vida..Nosso trabalho é trazer equilibrio, buscar novas freqüências, energias e experiências para este grupo familiar.  
 Em Constelações Familiares perdemos um pouco a noção de EU e passamos a fazer contato com o NÓS, com o coletivo. Fazemos parte de um coletivo.


As Constelações Familiares foi criada por Bert Hellinger.


É uma ciência que trabalha os relacionamentos na família. É uma vivência sensorial.Desde antes de nos nascermos estas relações já aconteciam.


E uma forma amorosa e responsável de olhar para a nossa família.


A ciência de Bert Hellinger trabalha com o campo quântico que é um fenônemo atemporal. Acontece um efeito de ressonância. Quando trabalhamos em prática sensorial seus efeitos reverberam em todo clã familiar. 


Como seres humanos temos uma vibração. Trazemos uma vibração enquanto seres humanos porque pensamos, porque amamos, porque sentimos. Tudo isto compõe nossa vibração.


A nossa vibração traduz para nós o emaranhado da nossa família.


Nós somos seres relacionais, ou seja...tudo é relacional. O mundo é relacional. A nossa natureza específica é estarmos juntos, nos relacionando. As relações nos leva para um rumo.


Na prática sistêmica das constelações familiares tratamos os emaranhados nos quais nos vinculamos inconscientemente. 
Todo emaranhado traduz falta de amor. São nós energéticos que travam, que bloqueiam o livre fluir de nossa consciência maior.


Na prática passamos a olhar de uma forma diferente para a nossa historia e a historia de nossa família. Passamos a ver sob outra perspectiva, um novo olhar, uma nova estrutura de pensamento.


Muitas vezes ouvimos as histórias contadas que chegam até nós, nos vinculamos a dores, destinos.
A partir do momento que começamos a olhar a historia na prática sistêmica, os sentimentos, os nós emaranhados, passamos a ter uma nova compreensão, mais abrangente, mais amorosa. Passamos a olhar de uma forma macro, maior, mais assertiva e integramos toda nossa historia com erros, acertos e de forma amorosa, aceitando e honrando tudo e todos que vieram antes de nós.
Honrar é aceitar, acolher o que foi feito pois entendemos que foi o melhor naquele tempo,espaço e época, daquelas pessoas, com aquelas consciências. 
Sabemos que com todo nosso conhecimento e tecnologias de hoje tambem erramos e assim aceitamos o que foi. 
O perdão só cabe a Deus que é maior, pois somente ele sabe...A nós não nos cabe perdoar, pois não julgamos. Só perdoa quem julga e condena. Deixamos o perdão para o grande, o maior que é Deus.  Apenas aceitamos. Foi o que foi..foi assim, e eu vou fazer algo de bom com isto tudo.


Se nós viemos de uma consciência anterior onde verificamos falhas, erros...julgar,condenar,criticar não fará de nós uma consciência melhor.  O melhor a fazer e integrar aquele aprendizado e seguir em frente fazendo algo de bom. Faz sentido não?


A prática sistêmica de Bert Hellinger nos mostra isto.


A partir deste novo olhar, desta nova forma de ver, as mudanças começam acontecer pois nós mudamos nossa forma de interpretar e agir. A mudança de atitude é fundamental.


Aceitar é outro nível...cria condições. Tomar o destino da nossa família, entrar em concordância apazigua tudo, gera paz...e conseguimos seguir adiante.  Toda vez que negamos, brigamos, apertamos o nó energético e todo o emaranhado.


Todas as família tem seus destinos. A nossa não é diferente, pior ou melhor.


Olhar para os destinos, para ver e entender.  Render-se ao que foi. Eu me rendo. Eu não tenho como mudar nada.  Quando fazemos isto passamos para outra compreensão e conseguimos alterar o nosso destino.


“Eu me rendo ao que foi”  não faz mais justificativas, não culpa, não julga.


Ai fica mole, fico suave, fica leve...nem melhor, nem pior...fica solto...


Bert Hellinger nos fala que há, além do inconsciente individual e do inconsciente coletivo, um “inconsciente familar” que atua em cada membro da família. Para ele, existes 3 leis básicas que atuam ao mesmo tempo: O PERTENCIMENTO, A ORDEM E O EQUILÍBRIO.


Bert Hellinger gosta de chamar de “Ordens do Amor”. Segundo ele, onde houverem pessoas convivendo, estas 3 leis estarão atuando.  Estas 3 Leis norteiam as relações familiares, profissionais, amorosas, as amizades.......Elas sempre estão atuando. Quando transgredimos umas destas Leis a vida não flui e não prospera em nenhum aspecto.


Indicado ao Prêmio Nobel da Paz em 2011, Hellinger tem hoje 90 anos e continua seu trabalho com as Constelações em todo o mundo. Suas obras já foram traduzidas para mais de 20 idiomas. Segundo ele, quando se age de acordo com as leis, a vida flui e nossos objetivos se desenvolvem. Quando as transgredimos, a conseqüência é perda da saúde, da vitalidade, da realização e dos bons relacionamentos, assim como o fracasso nos objetivos de vida.

Ao olhar os emaranhamentos inconscientes e possível para a pessoa chegar uma solução nova e libertadora.





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